Foto: Divulgação/SET EXPO
Os avanços da TV 3.0, próxima geração da televisão digital brasileira, estiveram em evidência em dois encontros do setor de mídia e radiodifusão no segundo semestre de 2026. Representada por integrantes do projeto, a RNP participou do SET EXPO, em São Paulo, e do International Broadcasting Convention (IBC), em Amsterdã, acompanhando debates sobre o desenvolvimento da TV 3.0, pesquisas e soluções apresentadas pelo setor e os desafios para sua implantação.
Responsável pela coordenação das fases 3 e 4 do projeto TV 3.0, a RNP atua na articulação entre universidades, governo, radiodifusores e setor produtivo para apoiar o desenvolvimento e a implantação da tecnologia. Ao longo do ano, a organização vem participando de demonstrações, congressos e encontros para debater e apresentar os avanços da implantação da nova geração da TV digital no Brasil.
Durante a SET Expo, realizada de 16 a 20 de agosto, o gerente de Soluções da RNP Adriano Adoryan participou dos painéis “TV 3.0 focada na audiência” e “Estado da Arte da TV”. As atividades abordaram os resultados das fases 3 e 4 do projeto, com discussões sobre aplicações DTV+, integração entre radiodifusão e internet, personalização, acessibilidade, serviços digitais e ambientes de experimentação.
“A participação no SET EXPO mostra a força da colaboração. A RNP contribui para conectar diferentes atores e criar condições para que os resultados da pesquisa se transformem em soluções concretas para a TV 3.0 brasileira”, ressalta Adriano.

A programação da SET EXPO, também deu espaço à produção científica desenvolvida pelas universidades brasileiras. Entre os pesquisadores participantes estiveram os professores Cristiano Akamine, da Universidade Presbiteriana Mackenzie; Marcelo Moreno, da Universidade Federal de Juiz de Fora; Guido Lemos, da Universidade Federal da Paraíba; e Li-Chang Shuen Cristina Silva Sousa, da Universidade Federal do Maranhão e alunos de mestrado e doutorado, participantes do projeto. Os trabalhos apresentados contemplaram temas como transmissão e recepção, aplicações orientadas por dados, inteligência artificial, segurança, acessibilidade, alertas de emergência e serviços de interesse público.

Durante o SET EXPO, a RNP também participou de uma reunião do Grupo de Trabalho TV 3.0 do Ministério das Comunicações, voltada ao acompanhamento e à articulação entre os atores envolvidos no desenvolvimento e na implantação da tecnologia. A equipe também acompanhou, na feira, demonstrações dos resultados produzidos pela indústria e pela comunidade de pesquisa ao longo do projeto.
A discussão ganhou uma perspectiva internacional no IBC, realizado de 11 a 14 de setembro, em Amsterdã. O IBC é um dos principais eventos internacionais dedicados às tecnologias de mídia, produção, transmissão e distribuição de conteúdo. No encontro, Adriano Adoryan participou das atividades em conjunto com os pesquisadores Marcelo Moreno e Guido Lemos, acompanhando tendências relacionadas à convergência entre televisão e internet, plataformas orientadas a software, inteligência artificial aplicada à mídia, distribuição por diferentes redes, mobilidade e infraestrutura compartilhada.
O evento também trouxe para o debate questões diretamente relacionadas à implantação da TV 3.0, como certificação de receptores, gateways — um tipo de receptor para vários canais simultaneamente e que distribui esses sinais via rede local, permitindo sintonizar as transmissões em qualquer dispositivo conectado — aplicações, continuidade da pesquisa e sustentabilidade do ecossistema. As atividades reuniram representantes governamentais, radiodifusores, empresas de tecnologia e organizações de infraestrutura.

Da pesquisa à implantação
Com os resultados das pesquisas avançando para a aplicação, ganham espaço questões relacionadas à integração dos componentes, realização de testes, infraestrutura e funcionamento das soluções em situações reais. Nesse processo, a experiência da RNP com pesquisa colaborativa e infraestrutura compartilhada pode contribuir para a criação de ambientes de experimentação e testes.
O Eduplay, por exemplo, já apoiou experimentações da TV 3.0 com sinais de TVs universitárias. Integrada à Rede Ipê e às infraestruturas de armazenamento e serviços da RNP, a plataforma também pode apoiar a distribuição de conteúdo de educação, ciência, cultura e comunicação pública.
“A TV 3.0 entra agora em uma etapa em que pesquisa, infraestrutura e implantação precisam caminhar juntas. A RNP pode contribuir para essa transição, mantendo ambientes de experimentação e distribuição para o ecossistema público e acadêmico”, afirma Adriano Adoryan.
A nova etapa amplia o espaço para que os resultados desenvolvidos pela pesquisa brasileira avancem para ambientes de teste, integração e aplicação, aproximando o trabalho realizado pelas universidades das condições necessárias para a implantação da TV 3.0.